O que é aceitar a Jesus segundo o Evangelho?

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O que é aceitar a Jesus segundo o evangelho?
O que é aceitar a Jesus segundo o evangelho?

O que é aceitar a Jesus? Já parou para pensar no real significado? O termo “aceitar a Jesus” é muito comum entre os cristãos. Resumidamente, refere-se ao ato de passar a viver em conformidade com Jesus. Não existe em nenhum lugar na bíblia, uma frase que contenha essa expressão, embora possamos encontrar outros termos para expressar a mesma coisa. Há quem se opõe contra essa expressão, considerando-a um equívoco pois, “somos aceitos por Ele e não o contrário. Mas, deixando de lado essa discordância, vamos nos ater à expressão mais comum, e veremos qual o seu real significado.

Por favor, antes de continuar sua leitura, responda esta pergunta: você também sente insegurança ao pregar a palavra de Deus, por não compreender muito bem a bíblia? Que tal adquirir conhecimento bíblico e teológico e desenvolver sua capacidade de abordar qualquer tema da bíblia, estudando Teologia no conforto de sua casa e livre de mensalidades? Se está precisando se preparar mais, clique aqui para conhecer nossa proposta.

 

O que é aceitar a Jesus?

Na cabeça da maioria de nós, e principalmente na daqueles que são novos na fé, aceitar a Jesus Cristo tem a ver com ir a uma igreja, no final do culto levantar as mãos em resposta ao apelo de quem fala no púlpito, receber uma oração para consagrar a decisão, e a partir de então andar conforme o grupo do qual agora faz parte.

Então é submetido a alguns discipulados, (incluindo: “não coma isso, não vista aquilo, não escute aquilo outro”…etc.  —  ver Colossenses 2:16-23), a fim de se qualificar como novo convertido (ou convencido) para o batismo. Na maioria dos casos recebe-se até carteirinha de membro e passa a frequentar os cultos assiduamente. Afinal de contas, agora está na presença do Senhor. Em geral é assim. As vezes com algumas variações dependendo da igreja, mas os mecanismos são os mesmos.

Então, muda-se comportamentos para satisfazer as exigências das lideranças e segue o protocolo ordenado. Em alguns casos se torna uma pessoa chata, com síndrome de santidade, olhando em volta para ver quem não está fazendo o mesmo. Até que um dia se cansa disso tudo e caba se “desviando” de um caminho que nem chegou a conhecer. Basicamente é isso que a maioria de nós entende por aceitar a Jesus.

Aceitar a Jesus é como um casamento

Para que nossa conversa fique mais didática, vamos fazer uma ilustração, tomando como exemplo nosso tradicional casamento.

Se você fizer uma rápida pesquisa na internet, encontrará algumas definições para essa palavra. Podemos assumir que casamento é a união voluntária entre duas pessoas que escolheram viver juntas a partir de então. Para que haja casamento de verdade, o casal precisa casar-se, encaixar-se como peças que formam o quebra-cabeça. Tem que combinar-se, tem que haver compatibilidade. Precisa haver uma predisposição para que um se molde ao outro e se tornem tão parecidos a ponto de serem uma só carne. Do contrário não há casamento, há acordo civil.

Calma, ainda estamos falando do que é aceitar a Jesus. Esta ilustração nos ajudará na compreensão do termo. Voltando ao exemplo, quando duas pessoas se casam, lhes é dirigida a seguinte pergunta: fulano, você aceita beltrano como marido ou mulher? — Vamos analisar as implicações existentes nesta pergunta.

Ao dizer sim, fulano ou beltrano não está aceitando apenas a pessoa com quem está se casando, mas tudo o que a envolve. Está aceitando a família, o cunhado, seus problemas pessoais e familiares, suas dores, etc. Porque agora tudo o que é de um, também é do outro e jamais poderão continuar juntos se houver divisão entre si. Uma casa dividida contra si não permanece de pé. Aí você me pergunta: tá, mas o que tudo isso tem a ver com aceitar a Jesus? Então eu te respondo, tudo. Absolutamente tudo a ver.

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Aceitar a Jesus é:

Da mesma forma que aceitar alguém como marido ou mulher implica em aceitar tudo o que de sua vida faz parte, assim também é aceitar a Cristo. As implicações são as mesmas, no sentido de que tudo aquilo que faz parte da vida dele, também fará da nossa. É um casamento. Temos que nos moldarmos ao seu modelo, à sua maneira, ao seu caráter. Do contrário não há conversão nem o aceitar a Jesus, e sim acordo religioso. Quando o aceitamos de verdade, adquirimos novas características como estas:

Amor, compaixão, misericórdia e paciência, mansidão e humildade (domínio próprio), Perdão, graça, gratidão e simplicidade. Acolhimento, hospitalidade e cuidado, discernimento, bom senso, honestidade e caráter.

Duas coisa importantes

(1) Primeiro: aceitar a jesus é encarnar em nós mesmos todas as características dele citadas acima. É ter o mesmo sentimento que houve nele. Só o aceitamos quando tudo isso se torna realidade em nós. Só o aceita, aquele que decide seguir seus passos e andar em seus caminhos. Não em teoria, mas em prática. Só o aceitamos de fato, quando nos convertemos, desistimos de nossos próprios caminhos e passamos a estar nele.

(2) Segundo: precisamos estar nele. Há uma diferença muito grande em estar nele e estar com ele. Como foi o caso de Pedro, que estava o tempo todo com ele, mas não nele. Até que um dia se converteu e transformou a vida de muitos a partir da sua. Estar nele é o mesmo que ele estar em nós. Sem essas características encarnadas em nós mesmos, não importa quantas vezes levantamos as mãos e dizemos amem. Não importa quantas vezes nos batizamos, não importa o quanto pudico nos tonamos.

Quem aceita a Jesus vive em liberdade.

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! Portanto, permanecei firmes e não vos sujeiteis outra vez a um jugo de escravidão”. Gálatas 5:1

Precisamos tomar esta decisão todos os dias. Uma vez que escolhemos viver com ele, temos que crê que está consumado. Não podemos voltar aos velhos hábitos, como estava acontecendo entre os Gálatas.

Os Gálatas experimentaram a liberdade em Cristo, e já não viviam pela lei (pelo menos não deveriam mais viver), mas, pela graça. De modo que agora a Lei se resumia a um só mandamento: amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Essa liberdade implica no cancelamento de todo escrito de dívida e ordenança advindas da Lei que era contra nós. Visto que por ela estávamos todos enfermos. Aceitar a Jesus é também viver em liberdade com ele, não baseada na lei, mas na graça. Assumimos:

(a). A certeza de que já está consumado

Vindo, porém a graça, todo escrito de dívidas se consumou em Jesus, por meio da fé já está consumado. E agora tudo o que a Lei nos exigia, tal como: não toques, não manuseies, não comeis, não isso, não aquilo…, se tornou apenas rudimentos e princípios ultrapassados e que deveriam ser considerados como escoria. Colossenses 2:16

Mas muitos decidiram que a graça não era suficiente (como acontece em nossos dias). Decidiram que era necessário acrescentar alguns itens para que a graça surtisse “efeito”. “Agora, entretanto, que já conheceis a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Ele, como é que podeis pensar em retroceder a esses princípios insignificantes, fracos e pobres, aos quais de novo desejais servir? Guardais dias, meses, tempos e anos. Temo que eu talvez tenha ministrado inutilmente para convosco”. Gálatas 4:9-11

(b). Não podemos receber a graça em vão

Não podemos receber a graça em vão. Os gálatas haviam abraçado a graça, mas alguns não satisfeitos, decidiram que era preciso voltar aos velhos rudimentos a fim de cumprir a lei. Isso levou a maioria a ponto de cair da graça. Basicamente é assim que acontece hoje, aceitamos a Jesus, e junto com ele dogmas e mais dogmas, segundo preceitos de homens. Assim, os gálatas resolveram fazer uma salada de graça com lei para que a digestão ficasse mais agradável. Uma espécie de ajudinha para a graça. Como tentou fazer Sara, mulher de Abraão, quando de uma escrava lhe sucedeu um filho, sabendo que Deus já havia prometido fazê-lo.

(c). Só a graça nos basta

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”. 2 Coríntios 12:9

Entre os Gálatas, só a graça já não era mais suficiente, era preciso circuncidar-se e continuar guardando o sábado. Agora precisavam voltas aos velhos rudimentos. Fazer diferença entre dias e datas, não comer certas comidas, não falar com determinado grupo de pessoas e por aí vai…

Hoje também é assim, só a graça não basta, tem que pertencer a um grupo específico. Tem que entregar o dízimo para evitar exclusão, contribuindo por medo e pressão e não por livre vontade.  Tem que cumprir a agenda da “igreja” mesmo que para isto, tenha que sacrificar o tempo para a família. Tem que deixar de ouvir músicas, tem que adotar a moda dos crentes. Ou seja, recebe-se a graça mais uma lista enorme com novas ordenanças.

O problema não está em praticar qualquer dessas coisas citadas acima (desde que não esteja caindo da graça). O problema está em incluir tudo isso à graça, como meio de salvação, como se dela tudo isso procedesse. A graça por si só nos basta. Não há espaço para acréscimos e não há barganhas a fazer. Só é preciso aceitar e crê no que já foi feito por nós na Cruz. O que passar disso é cilada do Diabo.

Em resumo

Uma advertência do apostolo Paulo. 

“Eu, Paulo, vos afirmo que Cristo de nada vos servirá, se vos deixardes circuncidar. E outra vez declaro solenemente a todo homem que se permite circuncidar, que ele, desse modo, fica obrigado a cumprir toda a Lei. Vós, que vos justificais por meio da Lei, estais separados de Cristo; caístes da graça! Entretanto nós, pelo Espírito mediante a fé, aguardamos a esperança da justiça”

Em resumo, aceitar a Jesus é aceitar sua graça e crê que já está consumado na cruz. Preceitos como os que citamos no decorrer de nossa conversa, são até bonitinhos, mas não tem nenhum valor no evangelho. Não tem poder contra a sensualidade, ódio, vingança. Quem não adquiriu essa consciência e vive segundo Jesus, se quer entendeu o que é aceita-lo. Pode ter aceitado a religião, menos a Jesus. Simples assim.

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